Greve de caminhoneiros provoca falta de alimentos e combustível em SP e no Rio

O protesto dos caminhoneiros contra o aumento do diesel, que entrou no terceiro dia, já deixa postos sem combustíveis no interior de São Paulo e supermercados com abastecimento comprometido na capital paulista e também no Rio de Janeiro.

Os reflexos também atingiram a circulação das cidades. O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de São Paulo (SPUrbanuss) informou que oito das 16 empresas não terão como operar integralmente já nesta quinta-feira, 24, por falta de diesel. No Rio, se os caminhões de combustível não chegarem às garagens das empresas nas próximas 24 horas, a previsão é de paralisação total do transporte público na sexta-feira, 25. Também afetado, o aeroporto de Brasília limitou pousos por falta de combustível.

A Associação Paulista de Supermercados (Apas) afirmou que há desabastecimento sobretudo em itens perecíveis que precisam de reposição diária nos mercados paulistas, como frutas e verduras. Os caminhões que transportavam o produto aderiram ao protesto e estão parados às margens da Via Dutra.

Com preços de hortifrutigranjeiros em disparada e desabastecimento de alguns produtos, a Central de Abastecimento do Rio de Janeiro (Ceasa), principal polo de distribuição de alimentos do Estado, virou ponto de concentração de caminhoneiros em greve. Centenas estão lá desde o fim da semana passada, 21, quando começaram a chegar de vários pontos do País e não voltaram à estrada. Almoçam, jantam e dormem no local, sob a expectativa de que o movimento reduza o preço do diesel. Em consequência, produtos como couve, batata e vários outros começam a faltar e já registram alta de preços. O saco de 50 kg de batata, por exemplo, que custava R$ 60, passou a ser negociado a R$ 300.

“Tem que aderir à greve para melhorar para a gente. Eu saía de São Mateus com R $ 500. Hoje, com o preço do diesel, não posso sair com menos de R $ 1 mil, disse o caminhoneiro Ivair Pereira, de 53 anos.

Postos. Em cidades da região, os postos começam a ficar sem combustível nas bombas. Em São José dos Campos, havia filas em postos do Jardim Paulista, onde a gasolina comum havia acabado. Os frentistas ofereciam apenas gasolina aditivada e etanol. Em Pindamonhangaba, um posto na rua Japão também ficou sem gasolina comum e subiu o preço da aditivada, vendida a R$ 4,67. Também havia postos sem gasolina em Taubaté. A reportagem entrou em contato com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo.

Transporte. O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss) enviou ofício à Prefeitura de São Paulo nesta quarta, informando que oito das 16 empresas do sistema estrutural da cidade (não inclui os lotações) não terão como operar integralmente já nesta quinta.

Em Jacareí, a empresa Jacareí Transporte Urbano (JTU), responsável pelo transporte coletivo na cidade, reduziu o número de veículos em circulação, prevendo a falta de combustível. A empresa tem posto de combustível próprio, mas está sem receber diesel para repor o estoque.

Se os caminhões de combustível não chegarem às garagens das empresas de ônibus do Rio de Janeiro nas próximas 24 horas, a previsão é de paralisação total do transporte público na sexta-feira, 25. Nesta quarta-feira, 23, terceiro dia da grave dos caminhoneiros, 40% da frota (de 23 mil veículos) não circulou na região metropolitana do Rio. A previsão para quinta-feira é de que 70% dos ônibus não circulem se os estoques não forem repostos.

“A situação é gravíssima”, afirmou o gerente de Planejamento e Controle da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Rio (Fetranspor), Guilherme Wilson. “Estamos monitorando a situação desde segunda-feira e o problema se intensificou de ontem pra hoje; já sabíamos que haveria indisponibilidade de combustível para operar a frota toda hoje.”

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta quarta-feira que obteve cinco decisões liminares que proíbem a obstrução de rodovias federais nos Estados do Paraná, Minas Gerais, Paraíba e Rondônia durante manifestações de caminhoneiros. As decisões foram obtidas desde a segunda-feira, 21, quando a categoria decidiu entrar em greve em protesto contra o preço do diesel.

Fonte: www.economia.estadao.com.br

Os desafios do setor de transportes de cargas

Em 2017 foram registrados R$4,2 trilhões em movimentação de cargas, sendo que em 2016 foram R$2,8 trilhões.

Isso representa um aumento de 50% na movimentação do transporte de cargas no período comparativo

ABRIL DE 2018 – Segundo boletim Conjuntura do Transporte – Macroeconomia, da Confederação Nacional do Transporte (CNT), 2017 pode ter sido o melhor ano desde 2011 em termos de expansão do Produto Interno Bruto (PIB). Estimativas apontam que a produção mundial tenha crescido 3,7% e que deve avançar 3,9% em 2018 e 2019. Como consequência, a expectativa é que o volume de bens e serviços negociados no comércio internacional em 2017 aumentaram em 4,7%. A instituição projeta, também, expansão do PIB dos principais parceiros comerciais do Brasil como a China, Estados Unidos, Argentina, Área do Euro e América Latina e Caribe. Um termômetro para identificar se o mercado responde às projeções da CNT são os setores de logística, transporte de cargas e comércio exterior.

Em relação à movimentação de cargas no Brasil, segundo a AT&M Tecnologia (www.atmtec.com.br), empresa líder no processo de averbação eletrônica de cargas com mais de 20 mil clientes em todo o país, em 2017 foram registrados R$4,2 trilhões, sendo que em 2016 foram R$2,8 trilhões. Isso representa um aumento de 50% na movimentação do transporte de cargas no período comparativo.

Desafios do setor de transporte de cargas

Com mais de 60% das cargas no Brasil transportadas por rodovias, as transportadoras e outros profissionais do setor têm alguns desafios, assim como a falta de infraestrutura do país, que prejudica significativamente a eficiência das operações logísticas. Além disso, o Brasil ocupa a sexta colocação em um ranking de 57 países em que fazer o transporte de carga é mais arriscado, segundo pesquisa realizada este ano pelo comitê de transporte de cargas do Reino Unido – o Join Cargo Committee. O país só perde para regiões conflagradas e em guerra, como Síria, Líbia, Iêmen, Afeganistão e Sudão do Sul. Enquanto a infraestrutura ideal não chega, o setor logístico tem de buscar novas alternativas para aumentar sua produtividade.A adoção de soluções de gestão de frotas e de cargas, por exemplo, trazem agilidade e segurança em sua gestão. Além dos ganhos de produtividade, é preciso destacar que a tecnologia digital é um fator fundamental para a integração do setor logístico nas novas cadeias produtivas do varejo, indústria, além dos órgãos fiscalizadores, que exigem cada vez mais eficiência dos operadores.

Fonte: www.painellogistico.com.br

Aumento de impostos em agroquímicos preocupa

Preocupa o setor agrícola brasileiro uma possível “nova onda de aumento de impostos” cobrados sobre defensivos agrícolas. O receio está ligado a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin Nº 5.553) que resultaria, na prática, na retirada de benefícios e isenções fiscais concedidas à indústria agroquímica.

O vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Júlio Cézar Busato, explica que a Adin ataca cláusulas do convênio 100/1997, que “vêm apoiando os agricultores e a indústria agroquímica” com a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos produtos nas saídas interestaduais, e dos estados, nas operações internas. O processo em tramitação no STF também questiona um decreto que concede isenção sobre o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

O problema foi debatido na última segunda-feira (19.02), durante reunião da Câmara Temática de Insumos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A reclamação dos produtores é de que essa pressão tributária acabe recaindo nos custos de produtos como herbicidas, inseticidas e nematicidas, entre outros produtos de defesa vegetal.

“Esse aumento dos impostos pode gerar custos aos agricultores, o que pode elevar o preço de vários produtos para o consumidor final acarretando ainda mais inflação”, afirma Busato, que também é presidente da Câmara Temática de Insumos. De acordo com o dirigente, essa reivindicação será levada diretamente ao secretário-executivo do Mapa, Eumar Novacki, como forma de antecipar uma intermediação junto ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

Fonte: www.agrolink.com.br

Inverno terá área recorde sem qualquer cultivo

Apenas parte dos produtores que não conseguirão plantar safrinha pretende migrar para trigo ou aveia.
Em alguns municípios já é possível ver as colheitadeiras no campo. Colhem o que produziu a lavoura de soja, prejudicada com a estiagem na época do plantio, seguida de intensas chuvas. Em outros casos, os produtores nem sequer pensam em tirar a oleaginosa, para evitar mais prejuízo.

O forte da colheita começa só na segunda quinzena de fevereiro, quando mais da metade da produção regional já deveria estar nos silos e nos armazéns. Ocorre que na maioria dos municípios do oeste o zoneamento para o plantio do milho safrinha se encerra no dia 28 do próximo mês. E, sem conseguir respeitar o zoneamento, muitos produtores deverão manter as áreas vazias no próximo período.

O que uma cultura tem a ver com a outra? Tudo! Segundo a economista Jovir Esser, do Deral (Departamento de Economia Rural) do Núcleo Regional da Seab (Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento) de Cascavel, nos 28 municípios de abrangência da regional a redução de área do milho safrinha pode chegar a 22%, baixando de 377,5 mil hectares para 295 mil hectares. A expectativa inicial era de que essa área fosse ocupada por trigo, mas tudo indica que isso não deve se confirmar. “Um pouco dessa área certamente vai para o trigo, mas boa parte dos produtores vai cultivar aveia ou até mesmo deixar a área em pousio [descanso ou repouso proporcionado às terras cultiváveis], sem nada em cima”, destacou.

Motivos
A principal justificativa para que isso ocorra está pautada na intensa degradação do solo. Com diversas áreas que já vinham com inúmeros sinais de compactação, a situação piorou muito com a chuvarada registrada no mês de outubro de 2017, quando houve mais de 900 milímetros no acumulado regional para aquele mês, e agora, em janeiro, quando parte dos municípios da região deverá fechar o ciclo com mais de 400 mm de precipitação.

A mesma chuva que atrasa a cultura da soja é a que tem potencializado os danos: “São muitas áreas com erosão, então muitos produtores deverão deixar a terra descansar para só depois voltar com o próximo cultivo”.

Em toda a região oeste, considerando também o núcleo regional da Seab de Toledo, com cobertura em 20 municípios, a expectativa é para que mais de 200 mil hectares se dividam entre áreas ociosas, para a aveia ou para o trigo na safra de inverno. “A área com trigo certamente vai aumentar, mas ainda não temos a projeção. O que se sabe é que a maioria não deverá migrar para ela”, adianta a economista.

Colheita da soja
Nem 1% dos mais de 1 milhão de hectares destinados na região para a soja na safra 2017/2018 foi colhido ainda. Segundo a economista Jovir Esser, alguns produtores beira lago de Itaipu começaram a colher, principalmente nas regiões de Missal e Itaipulândia. Ainda com uma realidade incerta quanto aos danos, o que se pode diagnosticar é que haverá perdas, só não se pode precisar de quanto serão. “Há produtores que colheram 100 sacas por alqueire e há quem colheu 180 sacas. Por isso ainda é muito incerto. Sabemos que existem perdas, mas elas só poderão ser precisadas no fim da colheita”, destacou.

Jovir lembra ainda que alguns produtores na região de Cascavel até iniciaram a remoção da soja do campo, mas retiraram as máquinas e vão aguardar mais alguns dias. Isso porque há excesso de umidade e os grãos não estão em perfeita formação. Esses produtores deverão voltar para o campo nos próximos se as condições climáticas contribuírem. A previsão inicial de produção era de 4 milhões de toneladas na região. Por enquanto, a previsão é de que as chuvas deem uma trégua por pelo menos uma semana.

Fonte: www.agrolink.com.br

Movimentação de cargas chega a R$ 411 bi no país

A AT&M Tecnologia, líder no processo de averbação eletrônica, registrou no mês de dezembro/17 R$411 bilhões em movimentação de transporte de cargas no país, para efeito de seguros, incluindo o seguro de responsabilidade civil obrigatório, conforme resolução 247 do órgão regulador SUSEP (Superintendência de Seguros Privados), gerando a movimentação de 80 milhões de documentos de seguros, entre transportadoras, corretores, embarcadores e companhias de seguros. Em dezembro de 2016, foram registrados R$ 305 bilhões em movimentação de transporte de cargas, gerando a movimentação de 60 milhões de documentos entre transportadoras, corretores, embarcadores e companhias de seguros. No período comparativo, foi registrado um aumento de 35% em relação à movimentação de cargas.

Segundo o sócio diretor da AT&M, Flademir Lausino de Almeida, desde outubro de 2017, após as novas exigências das Secretarias de Fazenda dos Estados e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em relação à emissão obrigatória do MDF-e (Manifesto de Documentos Fiscais eletrônico – versão 3.00) para transportes de cargas interestaduais, é preciso emitir o CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico) e averbar a carga transportada. Depois, com o número da averbação eletrônica é possível realizar a emissão do MDF-e, documento fiscal que pode ser solicitado nas fronteiras de cada estado pela fiscalização.

Por isso, a movimentação da carga registradas vem ultrapassando mais de R$ 400 bilhões por mês, desde 2017. “Durante todo o ano passado, as seguradoras, transportadoras e embarcadores foram se adaptando para o cumprimento destes requisitos, o que fez aumentar o registro de movimentação de cargas no país. As oscilações de um mês para o outro também têm influência com base no desempenho da economia”relata Flademir Lausino de Almeida.

Hoje, a AT&M Tecnologia atende mais de 20 mil empresas no mercado de transporte de cargas e seguros, sendo responsável pelo registro e movimentação de mais de 80 milhões de documentos por mês, que são emitidos pelas empresas de transportes e embarcadores na realização do transporte de suas cargas. Além disso, detém em torno de 40% do mercado de sistemas e serviços para a averbação do seguro de transporte de carga. É responsável pela quase totalidade das companhias de seguros que atuam no segmento de transporte de cargas e em torno de 800 corretores, destaca Flademir Lausino de Almeida.

Fonte: www.painellogistico.com.br

Preços da soja podem subir

Redução nos estoques finais significa alta no mercado

O Quarto Relatório de Acompanhamento de Safras, divulgado nesta quinta-feira pela Conab, trouxe alterações muito importantes sobre a soja em grão para o período. Na visão do analista Luiz Fernando Pacheco, da T&F Consultoria Agroeconômica, os números podem ser positivos no médio prazo.

Por um lado estão projetados os maiores estoques iniciais dos últimos seis anos, subindo para 1,92 milhão de toneladas, contra 1,48MT da safra anterior. Foi registrado o segundo maior volume de produção da história da soja no Brasil – 110,44 MT, queda de 3,8% em relação à safra anterior.

Por outro lado, haverá volume recorde de consumo interno, graças ao aumento do uso do óleo no etanol, para 47,28 MT. Por outro. O volume de exportações será o segundo maior da história do País, com 65 milhões de toneladas, queda de 4,6% em relação à temporada anterior.

O mais importante resultado é o menor nível de estoques finais dos últimos seis anos: apenas 472,9 mil toneladas, cerca de 75,32% a menos do que as 1,92 milhão de toneladas da temporada anterior.

Quais as consequências disto sobre os preços? Segundo Pacheco, é a forte possibilidade de alta nos preços internos porque redução nos estoques finais significa alta no mercado: “Esta redução nos estoques está ligada a dois fatores: a continuação do excelente fluxo das exportações que dever se manter 23,78% ou 12,49 milhões de toneladas acima da média dos últimos 5 anos; e o aumento do uso interno do óleo de soja na mistura de biocombustíveis para 10% a partir de março, elevando em pelo menos 1,5 milhão de toneladas o uso interno da soja em grão”.

“É impossível projetar um preço a que pode chegar a soja, mas, recomendamos que os agricultores fiquem atentos às oscilações diárias do mercado, observando principalmente dois pontos: a sua rentabilidade, ao invés do preço (o preço engana muito, vide safra 2016/17); o gráfico, mais do que o fechamento, porque ele mostra a tendência”, conclui o analista da T&F.

Fonte: www.agrolink.com.br

Caminhões basculantes serão obrigados a terem sistema de segurança até esse mês

A Resolução 563 do Contran passou a obrigar a adoção de um sistema de segurança extra para os caminhões basculantes. Essa exigência se deve principalmente a acidentes causados por caçambas levantadas, trafegando em grande velocidade, que se chocaram contra estruturas sobre as rodovias, como passarelas e outras estruturas, causando grandes prejuízos e várias mortes.

Essa resolução determina a adoção obrigatória de um sistema duplo de segurança, que avisa e evita que a caçamba seja levantada com o caminhão em movimento. Em geral, as caçambas sobem sozinhas porque a tomada-de-força do câmbio não é desligada após o basculamento, e faz com que a caçamba suba lentamente com o caminhão rodando.

São três tipos de dispositivos, que poderão ser combinados de duas formas diferentes. A legislação prevê o uso Tipo A (primário e secundário) ou tipo B (primário e terciário). Não é obrigatório ter os três sistemas no caminhão. O dispositivo de segurança primário garante que o acionamento da tomada-de-força só aconteça a partir de dois comandos ou de um comando de dois estágios. O secundário dá um aviso visual e sonoro para alertar o operador. E o terciário é um sistema eletrônico que limita a velocidade do veículo a 10 km/h quando a tomada de força estiver ligada.

Caminhões novos, fabricados desde Janeiro deste ano já são obrigados à sair de fábrica com o sistema. Para caminhões fabricados antes de 2017, a instalação passa a ser obrigatória a partir de Janeiro de 2018. A comprovação será na inspeção para obtenção do CSV – Certificado de Segurança Veicular, feito nas empresas credenciadas pelo Inmetro.

“A exigência do CSV foi adiada para 1º de janeiro de 2018 porque o sistema de controle SIS-CSV do Denatran/Serpro precisa contemplar essa exigência para basculantes, mas os kits já podem ser adquiridos e instalados nas oficinas mecânicas”, explica o presidente da Associação Paranaense dos Organismos de Inspeção Acreditados, Everton Pedroso.

O kit de instalação pode custar entre R$ 500 e R$ 1.000, dependendo do local de instalação e do tipo do kit a ser instalado.

Veja a íntegra da resolução:

RESOLUÇÃO Nº 563, DE 25 DE NOVEMBRO DE 2015
Dispõe sobre o sistema de segurança para a circulação de veículos e implementos rodoviários do tipo carroceria basculante.

O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO (CONTRAN), usando da competência que lhe confere o art. 12, inciso I, da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), e conforme o Decreto nº4.711, de 29 de maio de 2003, que trata da coordenação do Sistema Nacional de Trânsito (SNT);

Considerando o disposto no art. 103 do CTB, que determina que o veículo só poderá transitar pela via quando atendidos os requisitos e as condições de segurança estabelecidos no Código de Trânsito Brasileiro e em normas do CONTRAN;

Considerando a necessidade de regulamentar a circulação de veículos e implementos rodoviários do tipo de carroceria basculante;

Considerando o disposto nos processos de número 80000.003354/2014-59, 80000.005901/2014-31, 80000.010253/2014-34 e 80020.001175/2014-49;

RESOLVE:

Art. 1º Esta Resolução dispõe sobre o sistema de segurança para a circulação de veículos e implementos rodoviários do tipo carroceria basculante.

Art. 2º O disposto nesta Resolução não se aplica ao caminhão-trator sem sistema hidráulico, não destinado à operação com basculante.

Art. 3º Os seguintes sistemas de segurança são definidos na norma ABNT NBR 16141 e apresentados a seguir:

I – dispositivo de segurança primário – dispositivo que impede o acionamento da tomada de força de forma involuntária e de modo que, para o acionamento, sejam necessários dois comandos de acionamentos ou um comando de dois estágios;
II – dispositivo de segurança secundário – aviso visual e sonoro, com intuito de alertar o operador sobre o acionamento da tomada de força, sendo que o aviso visual deverá ser colocado na altura do painel e no campo visual do operador;
III – dispositivo de segurança terciário – dispositivo eletrônico de controle do acionamento da tomada de força que objetiva garantir que o caminhão não passe de 10km/h com a tomada de força ligada.

Art. 4º O veículo do tipo carroceria basculante deverá possuir sistema hidráulico que utilize o sistema de segurança Tipo A, que é composto pelos dispositivos de segurança primário e secundário, ou o Tipo B, composto pelos dispositivos de segurança primário e terciário.

Art. 5º Os veículos do tipo carroceria basculante deverão possuir fixados no para-brisa os avisos de alerta e segurança sobre a operação dos dispositivos.
Parágrafo único. A apresentação do Certificado de Segurança Veicular (CSV) será exigida anualmente para o licenciamento destes veículos.

Art. 6º Cabe ao implementador fornecer o manual de operação do sistema de basculamento e a descrição do sistema de segurança juntamente com o implemento, sendo obrigatória, pelo menos, a utilização do Tipo A.

Art. 7º O Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN) poderá, a qualquer tempo, solicitar ao implementador ou ao instalador do conjunto hidráulico a apresentação dos resultados de ensaios que comprovem o atendimento das exigências estabelecidas nesta Resolução.

Art. 8º Os caminhões e implementos nacionais e importados do tipo carroceria basculante, a partir de 1º de janeiro de 2017, somente poderão transitar nas vias terrestres abertas a circulação se atenderem aos requisitos desta Resolução.
Parágrafo único. Faculta-se a adoção desta Resolução a partir da data de sua publicação.

Art. 9º A não observância dos preceitos desta Resolução sujeita o infrator às penalidades previstas nos incisos IX ou X do artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro.

Art. 10. Esta Resolução entrará em vigor na data da sua publicação.

Alberto Angerami
Presidente
Guilherme Moraes Rego
Ministério da Justiça
Alexandre Euzébio de Morais
Ministério dos Transportes
Himário Brandão Trinas
Ministério da Defesa
José Maria Rodrigues de Souza
Ministério da Educação
Página nº 03, da Resolução CONTRAN nº /2015.
Luiz Fernando Fauth
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Edilson dos Santos Macedo
Ministério das Cidades
Marcelo Vinaud Prado
Agência Nacional de Transportes Terrestre
Margarete Maria Gandini
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

Fonte: www.comandologistica.com.br

Petrobras sobe novamente o preço do diesel

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (29) alta de 0,5 % no preço do diesel e queda de 0,8% no preço da gasolina comercializados nas refinarias. Os reajustes são válidos partir de amanhã, 30 de novembro.

A estatal divulgou aumento de 0,3% no preço do diesel e redução de 2,3% no preço da gasolina comercializados nas refinarias. Os reajustes eram válidos partir de hoje.

A Petrobras adota novo formato na política de ajuste de preços desde 3 de julho. Pela nova metodologia, os reajustes acontecem com maior frequência, inclusive diariamente.

Desde o início da nova metodologia, a gasolina acumula alta de 23,83% e, o diesel, valorização de 24,39%.

Fonte: www.transporteemfoco.com.br

Agropecuária impulsiona economia do Brasil

Com uma expectativa de crescimento entre 9% e 11% em 2017, o setor agropecuário é um dos que mais contribui com a economia do País. Prova disso está na balança comercial brasileira. No superávit de US$ 47,7 bilhões registrado em 2016, o agronegócio foi responsável por 46,2% de tudo o que foi vendido ao exterior.

Apesar dessa relevância, o setor carece de dados atualizados e completos sobre as características da produção no Brasil, já que o último Censo Agropecuário foi realizado em 2006. O novo levantamento iniciado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta semana pretende suprir essa necessidade.

Paulo Camuri, assessor técnico da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), explica que o setor passou por mudanças significativas desde que foi realizado o Censo Agro 2006. “Na comparação da safra 2005/2006 com a safra 2016/2017, tivemos um aumento de produtividade de 55%, o aumento da área plantada em 26% e dobramos a produção para 238 milhões de toneladas de grãos”, diz.

Além dos resultados que mostram o crescimentos da agropecuária, o Censo de 2017 deve mostrar também mudanças na forma de produção. “Imaginamos que essa fotografia virá diferente e para melhor. É importante termos acesso a essa nova realidade do mercado agropecuário, do perfil da propriedade, do uso do solo. Essas características vão ajudar a promover novas políticas públicas, afirma Camuri.

Produção Sustentável

Preocupado em promover o crescimento com responsabilidade, o governo incentiva práticas de manejo sustentáveis no agronegócio. O Ministério da Agricultura, por exemplo, executa o Rural Sustentável, que visa à adoção ampla pelos produtores rurais de tecnologias agrícolas de baixa emissão de carbono, que recuperem o potencial produtivo de áreas agrícolas degradadas e que permitam restaurar áreas de manutenção legal de vegetação nativa.

Outro plano é o Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC). A finalidade é organizar e planejar as ações a serem realizadas para a adoção das tecnologias de produção sustentáveis, selecionadas com o objetivo de responder aos compromissos de redução de emissão de gases do efeito estufa no setor agropecuário assumidos pelo País.

Fonte: www.transporteemfoco.com.br

Estado arrecada quase R$ 5 milhões de impostos para transporte de madeira

Em menos de três meses, desde que a Justiça acolheu pedido liminar efetuado pelo Ministério Público e determinou ao Estado de Mato Grosso o cumprimento imediato da Lei Complementar Estadual 235/2005, que exige a apresentação dos Certificados de Identificação de Madeira (CIM) para transporte interestadual de produtos florestais extraídos no território mato-grossense, foram recolhidos quase R$ 5 milhões em impostos.

De julho até setembro deste ano, já foram fiscalizados 167.467 mil metros cúbicos de madeira, quantidade correspondente a cerca de quase seis mil caminhões carregados. Desse total, apenas 841 metros cúbicos não apresentou documentação correta, equivalente a 0,5% do total vistoriado. As irregularidades resultaram na apreensão de 25 caminhões.

Do total arrecadado, R$ 498.588,79 mil são provenientes de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS); R$ 2.838.753,66 milhões para o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) e R4 1.601.732,52 referente a taxa de serviço de identificação da madeira.

Mato Grosso é o único Estado que exige a certificação da madeira para transporte interestadual. Para o Indea, o baixo percentual de irregularidades e apreensões demonstram que apenas um pequeno grupo de madeireiros insistem em continuar na ilegalidade, na tentativa de burlar a fiscalização.

A inspeção das espécies de madeira em trânsito é feita pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea/MT), atualmente em dois postos de fiscalização localizados na BR 364, no Distrito Industrial, saída de Cuiabá para Rondonópolis; e em Barra do Garças.

A exigência da apresentação dos Certificados de Identificação de Madeira (CIM) ficou suspensa por um período de cinco anos, quando a Assembleia Legislativa publicou a Lei Complementar 484/2013, dispensando a condicionante. Na ocasião, a tentativa de “afrouxar” os meios de fiscalização foi contida pelo Tribunal de Justiça que suspendeu cautelarmente a eficácia da referida norma após acatar pedido do Ministério Público.

De acordo com o promotor de Justiça Joelson de Campos Maciel, ainda em 2013, o Poder Legislativo editou outra lei complementar idêntica- a 519/2013. Uma segunda ADIN foi proposta e, mais uma vez, o Tribunal de Justiça suspendeu os seus efeitos cautelarmente. O poder-dever estatal de promover a identificação de madeiras foi restabelecido em novembro de 2015.

Fonte: Transporte em Foco