Custo do transporte da safra no Brasil é quatro vezes superior ao dos EUA e Argentina

O custo logístico médio de escoamento da produção agrícola no Brasil é quatro vezes superior em relação a dois de nossos principais concorrentes, Estados Unidos e Argentina. Foi o que afirmou Luiz Fayet, consultor para Infraestrutura e Logística da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), durante evento nesta sexta-feira (15) em São Paulo (SP). “A infraestrutura logística ruim tira competitividade e renda do nosso agronegócio”, disse Fayet.

Para exemplificar a necessidade de o Brasil passar a escoar mais produtos pelos portos da região Norte, Fayet apresentou outro cálculo. Segundo ele, de Sorriso (MT) até Santos (SP) ou Paranaguá (PR), o transporte de uma tonelada de grãos até a China custa em torno de US$ 130. “Pelos terminais do Arco Norte este custo cai para US$ 80.”

De acordo com Gustavo Spadotti, analista do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica da Embrapa, o desafio é melhorar as vias de acesso para o Arco Norte. “Além do escoamento, há o gargalo da armazenagem, já que a produção cresce acima da capacidade de estocagem do País”, ressaltou.

Ambos também salientaram que historicamente a matriz de transporte da safra agrícola está errada, já que é baseada em rodovias, e não em ferrovias e hidrovias. Segundo Fayet, desafios relacionados a reservas de mercado/cartelização afastam investimentos privados no transporte sobre trilhos e nos portos.

“Em rodovias, alguma coisa foi feita via parcerias-público-privadas (PPPs).” De acordo com o consultor da CNA, outro exemplo negativo é a navegação de cabotagem [transporte entre portos domésticos], que no Brasil é sete vezes maior do que o transporte intercontinental. “Os investidores internacionais estão com a senha para investir, mas não o fazem por receio da insegurança jurídica no País.”

Fonte: www.transporteemfoco.com.br

Som alto dentro do veículo traz riscos à segurança e à saúde

Além de infração de trânsito grave, ouvir música em volume muito elevado pode distrair o motorista e causar perda auditiva

Escutar uma música em um alto volume enquanto dirige pode parecer uma ação comum para muitas pessoas. Porém, a atitude pode ser prejudicial para a audição e até mesmo distrair o motorista, aumentando as chances de algum acidente no trânsito.

No último mês, o Contran (Conselho Nacional do Trânsito) regulamentou, por meio da Resolução nº 624, a aplicação de multas por causa de som alto dentro do carro sem a necessidade de medir a altura do ruído com um decibilímetro (aparelho que mede o som em decibéis). A infração é considerada grave, ocasionando 5 pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação), multa de R$195,23 e retenção do veículo.

Antes desta resolução, o artigo 228 do Código Brasileiro de Trânsito estabelecia um limite aceitável de até 80 decibéis (volume de som equivalente ao ruído de uma rua com trânsito intenso) a uma distância de 7 metros e de 98 decibéis (volume de som semelhante ao de equipamentos como lixadeiras, esmerilhadeiras) a apenas 1 metro.

Perigosa distração
Quando som do veículo está muito alto ocorre a redução da própria atenção e de outros condutores, causando distrações e prejudicando a percepção de alertas importantes como buzina, sirenes ou até mesmo um chamado verbal. “É extremamente importante que a atenção do condutor seja total e que exista cautela na hora de aumentar o volume do som do carro, afinal, muitos avisos de trânsito são realizados através de sinais sonoros”, explica o coordenador de Saúde e Segurança no Trabalho da CART – Concessionária Auto Raposo Tavares, Nivaldo Bautz.

O som alto não é apenas prejudicial para a atenção, a exposição prolongada a um volume elevado também pode danificar a audição. Esse processo é chamado de PAIR (perda auditiva induzida por ruído) e uma exposição diária a um som de 85 decibéis é suficiente para danificar a escuta com o passar do tempo. Apesar de também existir a perda auditiva por trauma acústico, quando a pessoa é exposta a um som extremamente alto, o caso mais comum é a diminuição da audição com a exposição frequente a um elevado volume por um longo período. “Quando a pessoa ouve música alta diariamente, seja no veículo ou com fones de ouvido, a audição é prejudicada aos poucos e muitas vezes a perda auditiva só é percebida quando a lesão se tornou grave”, explica a otorrinolaringologista Sibele Germano. Alguns sintomas dessa lesão no ouvido são: zumbidos, sensação de pressão e do som estar abafado.

 E quem não escuta, pode dirigir?
Quem possui deficiência auditiva pode e deve obter a carteira de habilitação, porém, é necessário que ao dirigir utilize um adesivo no veículo para alertar os demais motoristas que o condutor não ouve. O símbolo, que deve ser fixado no vidro traseiro do carro, é a marca internacional de surdez e tem o objetivo de informar que qualquer comunicação deve ser feita através dos faróis, e não pelo acionamento da buzina, sirenes ou qualquer outra comunicação sonora. Para saber mais sobre o adesivo e outros direitos dos deficientes auditivos basta acessar o site da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis) www.feneis.org.br

A CART, uma empresa Invepar Rodovias, administra o Corredor CART, que é formado pela SP-225 João Baptista Cabral Rennó, SP-327 Orlando Quagliato e SP-270 Raposo Tavares, no total de 834 quilômetros entre Presidente Epitácio e Bauru, sendo 444 no eixo principal e 390 quilômetros de vicinais. A concessionária está inserida no Programa de Concessões Rodoviárias do Governo do Estado de São Paulo, fiscalizado e regulamentado pela ARTESP – Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo.

Fonte: www.transporteemfoco.com.br

Transportadores de Mato Grosso prometem retomar protesto contra aumento dos combustíveis

A manifestação deve ocorrer nas vias de acesso ao eixo monumental da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, a partir das 5h, nesta terça-feira. As informações foram confirmadas pelo líder do Movimento dos Transportadores de Grãos (MTG) de Mato Grosso, Odilon Pereira da Fonseca, ao Só Notícias. O objetivo é chamar atenção dos políticos e da imprensa internacional. “A intenção é bloquear o acesso dos deputados e dos senadores. Vamos fazer um barulho grande e assim acreditamos que chamaremos atenção da mídia internacional. Infelizmente, os nossos representantes políticos só conseguem enxergar a realidade quando são expostos. Nosso movimento é livre e não tem ligação com nenhum sindicato ou partido político. Nós precisamos que as pessoas se envolvam. Essa causa é de todos nós. Os brasileiros precisam parar de reclamar só nas redes sociais”, disse Fonseca.

O protesto é uma continuidade dos manifestos que começaram no final do mês passado. Eles cobram a revogação total do decreto assinado pelo presidente Michel Temer (PMDB) autorizando o aumento de impostos sobre os combustíveis e encareceu, em média, em R$ 0,46 o litro de diesel, R$ 0,41 o litro da gasolina, R$ 0,20 o etanol, no dia 20 do mês passado. Também querem aprovação do projeto de lei 528/2015, que estabelece preço mínimo para o transporte de cargas e fretes e fim do corte de verbas destinas para a Polícia Rodoviária Federal.

Conforme Só Notícias já informou, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado federal Nilson Leitão (PSDB), apresentou projeto de lei, no mês passado, propondo a isenção de PIS/Cofins da receita bruta da produção, importação ou comercialização de óleo diesel. A medida foi tomada após o protesto realizado pelos transportadores de cargas em Mato Grosso. Caminhoneiros e transportadores trancaram vários trechos da BR-163 por aproximadamente duas semanas protestando contra o aumento destes tributos.

Fonte: www.transporteemfoco.com.br

5 Aplicativos Úteis Para Facilitar a Vida do Caminhoneiro

O transporte rodoviário é um dos setores mais movimentados do país, sendo equivalente a 60% do volume de cargas em todo o Brasil. Consequentemente, o mercado abriga um grande número de empresas buscando frete e, atualmente, há muitos caminhoneiros que atuam de maneira autônoma.

Promover o encontro entre os profissionais deste ramo e empresas ou pessoas que necessitam realizar o deslocamento da carga é, muitas vezes, um desafio.
Pensando nisso, os aplicativos de celular prometem facilitar essa busca, possibilitando vantagens para o caminhoneiro, que precisa de maior visibilidade; e também para empresas, que conseguem encontrar com mais facilidade um transportador, além de realizar melhores negociações.

Confira essa lista com os melhores apps para facilitar a vida dos profissionais!

1. Quero Frete
Permite o encontro em todo o Brasil entre caminhoneiros, que podem se cadastrar gratuitamente no aplicativo, e empresas ou pessoas interessadas no serviço. A negociação pode ser feita diretamente no aplicativo e, além disso, o contratante pode acompanhar a movimentação do veículo com a carga.

As informações ficam armazenadas para consultas futuras e o pagamento deve ser feito por cartão de crédito, diretamente no aplicativo.

Plataformas: Android.

2. Sontra Cargo
O aplicativo oferece um classificado de fretes e caminhões, para que o caminhoneiro encontre com facilidade empresas e pessoas com cargas compatíveis com seu veículo. O aplicativo disponibiliza quatro perfis diferentes: transportadora, caminhoneiro autônomo, agenciador de cargas e indústria. A ferramenta é totalmente grátis.

Plataformas: Android.

3. TruckPad
Disponível para 8 países da América Latina, o aplicativo promove o encontro entre dos caminhoneiros com as empresas, de qualquer porte, que necessitam de frete.

Para isso, basta informar o trajeto, peso da carga, prazos e proposta inicial. O aplicativo envia a proposta para profissionais próximos e o restante da negociação acontece diretamente na plataforma.

Plataformas: Android, iOS e Windows Phone.

4. Fretebras Checkin
A plataforma mostra as empresas e profissionais cadastrados por meio de um mapa de toda a América do Sul, permitindo que o frete seja negociado diretamente com o prestador de serviço. O caminhoneiro pode fazer o cadastro gratuitamente, enquanto as empresas devem pagar uma mensalidade.

Plataformas: Android.

5. BuscaCargas
A plataforma totalmente gratuita permite que empresas cadastrem o carregamento, ficando disponível para que caminhoneiros e transportadores façam uma proposta ao embarcador. A entrega é rastreada via satélite pelo contratante.

Plataformas: Android e iOS.

A Importância de um Smartphone de Qualidade

Com a utilização de aplicativos, a tarefa de encontrar profissionais ou empresas que precisam do transporte de carga fica mais fácil e acessível, principalmente para caminhoneiros autônomos, que conseguem lucrar mais, sem a necessidade de um mediador nas negociações.

Mas para isso, é importante possuir uma boa ferramenta de acesso, como um smartphone de qualidade e que tenha memória suficiente para utilizar os recursos com agilidade, para não ter problemas na hora de usar os aplicativos.

Fonte: www.transporteemfoco.com.br

Dia do Motorista foi celebrado com testes de saúde nas rodovias

O Dia do Motorista foi comemorado nesta terça-feira, 25 de julho e, para celebrar a data, a CART – Concessionária Auto Raposo Tavares promoveu ações com foco no bem-estar dos usuários do corredor. A ação “Saúde & Cidadania” foi realizada em 6 bases SAU (Serviço de Atendimento ao Usuário), ao longo do Corredor CART.  O motorista que passou pelos locais pode realizar a aferição de pressão arterial e realizar teste de glicemia, tudo de forma gratuita. A Concessionária relembra na data que seguir as normas de trânsito e praticar a direção defensiva é dever de todo condutor e salva vidas.

A ação é uma parceria entre a CART e São Francisco Resgate e está integrada ao PRA (Programa de Redução de Acidentes) da Concessionária em parceria com a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (ARTESP).

Dicas de segurança
O Dia do Motorista celebra o Dia de São Cristóvão, padroeiro dos motoristas, e serve também como um lembrete aos condutores sobre a importância da segurança no trânsito. Usar o cinto de segurança, ligar o farol para dirigir em uma rodovia e não usar o celular enquanto dirige são algumas regras para a condução segura.

Acenda essa ideia: lanterna não é farol baixo
Há um ano, entrou em vigor a lei federal nº 13.290 ,que tornou obrigatório manter o farol ligado durante o dia para o trajeto em rodovias, incluindo perímetros urbanos. O objetivo é proporcionar mais segurança nas rodovias ao sinalizar a proximidade de um veículo em um raio de três quilômetros.

Alguns motoristas ainda estão trafegando com lanterna acesa, quando o certo é usar o farol que é ligado à noite. A incerteza que pode ter atingido alguns usuários refere-se ao termo “luz baixa”, o qual é popularmente empregado para mencionar a “lanterna” dos veículos, aquela luz mais fraca que é ligada em dias chuvosos.

Afivele os cintos
O cinto de segurança mantém as pessoas em seus lugares e ameniza o impacto causado por uma colisão ou frenagem. Apesar da importância do dispositivo, às vezes seu uso passa despercebido pelos passageiros do banco traseiro e de transportes coletivos. Por exemplo, enquanto o carro é conduzido a 80 km/h, o corpo dos ocupantes se movimenta na mesma velocidade; quando em contato com uma barreira o carro automaticamente já reduz esta velocidade, mas as pessoas não. Dessa forma, o peso de cada passageiro sofre a ação da velocidade, ou seja, seu peso aumenta em praticamente dez vezes.

Sinalização reforçada
Bauru, assim como outras cidades da região, é cortada por rodovias que ligam um trecho urbano a outro. Por não ter semáforos e maior velocidade permitida, esse perímetro é uma alternativa bastante usada pelos condutores. No entanto, é preciso que os motoristas respeitem as normas de segurança viária.

Motoristas com destino ao trabalho, às férias ou voltando para casa, são inúmeros os perfis de usuários que passam diariamente pelo trecho urbano de uma rodovia. Mas, é preciso saber utilizar as faixas de aceleração e desaceleração ao acessá-lo. Para ajudá-los, os engenheiros da Concessionária projetam as faixas de aceleração e desaceleração no começo e no fim de um acesso viário.

Essa sinalização é indicada por uma pintura zebrada branca, que irá determinar onde entrar e sair de uma rodovia, além de permitir que o veículo tenha espaço suficiente para acelerar ou diminuir a velocidade, sempre com segurança. Acessar corretamente uma marginal possibilita a redução de colisões traseiras, por exemplo.

A CART, uma empresa Invepar Rodovias, administra o Corredor CART, que é formado pelas rodovias SP-225 João Baptista Cabral Rennó, SP-327 Orlando Quagliato e SP-270 Raposo Tavares, no total de 834 quilômetros entre Presidente Epitácio e Bauru, sendo 444 no eixo principal e 390 quilômetros de vicinais. A segurança dos usuários é um compromisso da Concessionária. Em 2016, a CART registrou 16,23% menos acidentes nas rodovias sob sua concessão em relação ao ano anterior e, no mesmo período, queda de 33,3% em vítimas fatais, antecipando os objetivos determinados como meta pela Década Mundial de Redução de Acidentes. A CART está entre as 10 melhores Concessionárias de Rodovias do Estado de SP, ocupando a sexta posição no ranking divulgado pela ARTESP – Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo que regulamenta e fiscaliza o Programa de Concessões Rodoviárias do Governo do Estado de São Paulo.

Fonte: www.transporteemfoco.com.br

Reforma Trabalhista trará avanços para o transporte, avalia setor

Reforma Trabalhista para o transporte

A Reforma Trabalhista passou pelo Senado Federal e, agora, aguarda sanção presidencial para começar a valer. No transporte, a avaliação é que o novo texto deve gerar uma série de benefícios, potencializando o desenvolvimento do setor. Entre os pontos de destaque, estão a prevalência do negociado sobre o legislado (em questões como salários e jornadas de trabalho) e a redução de ações trabalhistas desnecessárias. Além disso, para os transportadores, a modernização da legislação era necessária, porque a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) estava ultrapassada e já não respondia às necessidades das atuais relações de trabalho.

Para o presidente da ABTC (Associação Brasileira de Logística, Transportes e Cargas), Pedro Lopes, “a aprovação da proposta foi possível graças a um esforço conjunto de vários setores e diversas entidades, em especial, o setor empresarial de transporte, que atuou de maneira intensa e decisiva junto aos parlamentares, para que votassem a favor da medida”. Pedro Lopes destaca que o projeto não retira direitos dos trabalhadores; ao contrário, “traz liberdade, segurança e transparência à relação entre empregados e empregadores”. Para ele, a medida representa um avanço e um passo fundamental para que as empresas voltem a contratar e garantir a redução do custo Brasil.

“O setor entra em uma nova era e não tenho dúvidas de que essas mudanças trarão benefícios para o transporte e para a economia como um todo”, analisa o presidente da NTC&Logística, José Hélio Fernandes. Ele destaca, dentre os pontos importantes da Reforma, o fortalecimento da negociação entre as entidades patronais e as laborais. Para Fernandes, isso favorecerá a redução das demandas judiciais que envolvem questões trabalhistas. “O que o trabalhador quer é emprego e renda, e o empresário quer produtividade e um clima harmonioso para todos trabalharem. No médio prazo, os benefícios virão para todos”, ressalta.

No modal aquaviário, a avaliação também é positiva. “A Reforma trará vários benefícios para todos os setores, mas a navegação e o setor portuário devem ter impactos ainda mais positivos, pois são setores com legislações muito rígidas”, acredita Raimundo Holanda, presidente da Fenavega (Federação Nacional das Empresas de Navegação Aquaviária). Para ele, a desburocratização viabilizada pelo novo texto facilitará as contratações e, com isso, aumentará a empregabilidade.

Fonte: Transporte em foco

Quais as causas do erro no cálculo do frete?

A principal preocupação de qualquer empresário é saber se o seu negócio está sendo lucrativo. Cada transportadora procura o melhor método para chegar a um valor justo de frete. Por isso, se tratando de transporte rodoviário de cargas, o cuidado com o cálculo do frete é de extrema importância, pois é ele que estipulará o valor do seu serviço para o embarcador.

É necessário avaliar criteriosa e permanentemente de cada item, caso contrário as chances de você ter dor de cabeça com possíveis erros na emissão dos documentos, prejuízos financeiros e até mesmo perda na confiança dos seus clientes. Por isso, listamos a seguir os principais itens causam erros no cálculo do seu frete:

Frete Peso: Não avaliar o peso bruto ou o peso cubado das cargas. Esses itens definem o valor a ser pago pelo transporte de acordo com a sua modalidade. O frete deve cobrado de acordo com o peso da mercadoria ou o espaço que ela ocupa, preferencialmente o que for maior.

Negociar ou deixar de cobrar

Pedágio: Taxa cobrada dependendo do percurso a ser percorrido para a entrega. O valor do custo do pedágio é definido pelo rateio, no caso de transporte de cargas fracionadas.

GRIS – Taxa de gerenciamento de risco: GRIS deve cobrada a partir de uma porcentagem do valor da nota fiscal, tem o objetivo de cobrir os custos do frete decorrentes das medidas de combate ao roubo de carga e prevenção do risco.

Ad valorem: usada por transportadoras para agregar seguro na mercadoria que não está assegurada quando não está em tráfego. O Ad Valorem é calculado em cima do valor da carga.

Taxa de Restrição ao Trânsito – TRT: tem o objetivo de cobrar custos adicionais sempre que a coleta ou a entrega forem realizadas em cidades que tenham alguma restrição à circulação de veículos de transporte de carga ou à própria atividade de carga e descarga.

ICMS: imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação.

Taxa de Despacho: taxa fixa que envolve os custos operacionais e administrativos da operação de despacho, coleta e entrega.

Todos esses itens são negociados cliente a cliente, em função das características e demandas de cada mercado ou ainda cliente. A maioria das transportadoras tem essa “dura negociação” com seus clientes/embarcadores, e não podem, ou não deveriam cair no principal motivo para erros. O Cálculo Manual.

Permitir que um cálculo tão detalhado e delicado seja realizado manualmente é o erro mais comum que as empresas cometem. Isso porque a empresa vira refém da memória dos emissores, e passam a correr altos riscos de erros, já que não terão nenhum sistema para alertá-lo para o fato de ter deixado de incluir uma determinada taxa e, caso isso aconteça, é muito difícil perceber a tempo de corrigir. Pense bem, quando um CTE é emitido incorretamente, o prazo para correção é muito curto e depois disso ele não poderá mais ser alterado, ou seja, pagará todos os impostos de um, bem como criará dificuldades administrativas para você e para seu cliente.

Agora que você já sabe os principais riscos de um cálculo errado do seu frete, saiba que é imprescindível para eliminação desses erros potenciais que o sistema da empresa seja flexível o suficiente para eliminar qualquer necessidade de emissão e/ou cálculo manual do frete.

Fonte: wwwtransporteemfoco.com.br

Manutenção preventiva é essencial para viagem tranquila

A manutenção preventiva do caminhão é essencial para que o veículo apresente um bom desempenho. Negligenciar esse cuidado pode comprometer a segurança do motorista e da carga. Além disso,  a manutenção corretiva (após a quebra ou defeito) costuma ser mais cara, pois uma peça defeituosa pode comprometer e danificar as outras.

O motorista precisa estar atento, observando todos os itens de desgaste mecânico no veículo, como a lubrificação, sistema de correias, freios e suspensão. De acordo com o coordenador de Oficina da Transpanorama, Danny Póvoa, é possível se precaver em algumas situações. “As baterias dos caminhões duram em média um ano, mas é preciso tomar alguns cuidados para não deixá-las descarregar: verificar o nível de água e completar quando estiver baixo, manter as baterias limpas, não deixar ligado acessórios diretamente na bateria e invertê-las a cada sessenta dias.”

Quando o assunto é freio, “é necessária uma manutenção preventiva de regulagem periódica, apertando com uma chave L14 até encostar a lona na campana no sentido horário, soltando em ‘15 minutos’”.

O motorista precisa estar preparado durante a viagem: levar lâmpadas reservas, manter o caderno de troca de óleo sempre atualizado, ter uma caixa de ferramentas básicas e manter uma pequena quantia de conexão, travas quebra-dedo, correntes, travas correntes, borrachinhas e ganchos. Segundo Póvoa, esses são cuidados que fazem a diferença e permitem a economia de tempo e dinheiro, mantendo a viagem tranquila e o caminhão bem cuidado.

Fonte: www.transporteemfoco.com.br

Novas regras para transporte de produtos perigosos entram em vigor em julho

Em julho começam a valer as novas regras para o transporte de produtos perigosos. As normas estão previstas na resolução 5.232/2016 da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

Segundo o coordenador substituto de Fiscalização Especial da agência, Andrei Rodrigues, entre as mudanças que se destacam em relação à resolução anterior (420/2004) estão a inclusão de elementos considerados perigosos. “A indústria química criou novos produtos que não constam na resolução mais antiga”, explica Andrei. Ele destaca que o novo texto está de acordo com o Orange Book, que trata das principais recomendações da ONU (Organização das Nações Unidas) para esse tipo de transporte. Andrei ressalta, também, novas exigências sobre embalagens e alterações em nomenclaturas.

É considerado produto perigoso todo aquele que representa risco à saúde das pessoas, ao meio ambiente ou à segurança pública, seja ele encontrado na natureza ou produzido por qualquer processo. Por isso o deslocamento desse tipo de carga deve atender a regras específicas, fixadas pela ANTT, que se referem a adequação, marcação e rotulagem de embalagens, sinalização das unidades de transporte e documentação.

Principais cuidados
Ao realizar esse tipo de transporte, os condutores devem estar atentos a alguns aspectos, como: condições de pneus, freios e iluminação; existência de vazamento; como a carga está posicionada; e se não está transportando produtos perigosos juntamente com outros para consumo humano ou animal, ou que sejam incompatíveis, com risco de gerar reação química.

Os veículos também precisam estar adequadamente sinalizados. “Em caso de acidente, cada tipo de produto exige um cuidado diferenciado. A sinalização adequada ajuda na remoção imediata de alguma vítima”, esclarece Andrei.

Além da resolução 5.232/2016 (que substitui a 420/2004), o transporte de produtos perigosos também está regulamentado pela 3.665/2011, também da ANTT. O descumprimento das exigências acarreta multas, que variam de R$ 400 a R$ 1.000, mas que podem ser cumulativas, de acordo com a infração identificada.

Capacitação
Motoristas que conduzem caminhões utilizados no transporte de cargas perigosas necessitam de uma capacitação específica. O SEST SENAT é uma instituição autorizada para a formação desses transportadores. São oferecidos os cursos Especializado para Condutores de Veículos de Transportes Perigosos, com carga horária de 50 horas, e Atualização para Condutores de Veículos de Transportes Perigosos, de 16 horas.

Fonte: www.transporteemfoco.com.br

Transporte brasileiro sofre com concorrência desleal e sonegação fiscal

O transporte rodoviário, o verdadeiro motor do Brasil, é um dos segmentos mais afetados pela corrupção nos setores privados. E a sonegação fiscal, bem como a pouca assertividade nas formas de cobrança e fiscalização sobre os impostos, são os principais fatores que contribuem para esta realidade.

Atualmente, existem no país cerca de 160 mil Empresas de Transporte de Cargas (ETC) que, juntas, somam uma frota de 1,6 milhão de caminhões, de acordo com dados da Associação Nacional de Transporte de Cargas. Assim, com uma média baixíssima de 10 caminhões por empresa, não acontece no país um giro de lucro, impedido pela falta de escala. Especialmente porque grande parte dessas empresas encontra uma forma de maquiar seus rendimentos e pagar uma porcentagem irrisória dos impostos devidos.

“A fórmula ideal para o transporte brasileiro seria reduzir as empresas de transporte para um número de cerca de 30 mil, apenas. Assim, a taxa de veículos por empresas seria de cerca de 53, o que gera uma escala que facilita o controle dos fretes e dos pagamentos de tributos sobre eles”, explica o empresário Markenson Marques, presidente da Cargolift. “Em um momento delicado em que o governo precisa arrecadar recursos para fazer a roda girar, os governantes deveriam pensar em soluções que façam com que os impostos devidos sejam pagos, ao invés de aumentar as taxas de quem já declara e paga seus impostos com honestidade”, opina.

Segundo ele, o sistema que atualmente é utilizado pela Associação Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para uma espécie de acompanhamento sobre os fretes realizados pelas empresas é o Controle de Informação das Operações de Transporte (Ciot). No entanto, muitas empresas não registram a totalidade dos fretes realizados – a ocultação de rendimentos nesse sentido pode chegar a 70% – o que impede um acompanhamento adequado e fiel por parte da ANTT. “Nós não podemos deixar que um setor que faz a economia do país girar seja sustentado por empresas que são desleais com seus concorrentes e com seus próprios funcionários. A Cargolift tomou a decisão de processar judicialmente concorrentes desleais que praticam sonegação de impostos. Somos nós empresários que temos que mudar o Brasil”, contesta o presidente da Cargolift.

Governo, clientes e sindicatos incentivam a corrupção
Tão grave quanto os atos de irresponsabilidade fiscal, é contribuir ou incentivar práticas como estas. E tal incentivo pode vir tanto das instâncias governamentais, quanto das privadas. Indústrias, que recebem inclusive incentivo fiscal do governo para instalarem-se no Brasil, contratam transportadoras que não cumprem as exigências legais, sonegam impostos, fogem das obrigações juntos aos trabalhadores, que muitas vezes só descobrem que não têm FGTS a receber, por exemplo, quando são demitidos após trabalharem por longos anos – porque o empresário não depositou mensalmente.

“Em um segmento grande como o do transporte, com cerca de 160 mil empresas em todo o Brasil, temos oito em cada dez delas praticando algum tipo de sonegação de imposto. Isso é um absurdo. Espera-se do governo maior fiscalização para administrar uma área que é tão significativa, já que representa 6% do PIB nacional”, critica o empresário.

Sindicatos de trabalhadores que incluem em acordos coletivos um valor fixo de PLR a pagar por funcionários também são coniventes com a corrupção. “Para diminuir o PLR, empresários ocultam dados dos balanços de lucro das empresas, fazendo o famoso caixa 2, visando reduzir os gastos com a participação nos lucros. Ao incentivar e obrigar o empresário a fixar um valor nessa participação, os sindicatos de certa forma incentivam o empresário a esconder as informações”, opina.

Além disso, ele também aponta o papel dos governantes. “O próprio governo federal estimula a sonegação quando permite que uma empresa de transporte pague Imposto de Renda pelo Lucro Real e outra pelo Presumido. Quem opta pelo Lucro Presumido não exige nota fiscal de seus fornecedores, para pagar menos se utilizando do caixa dois. Sou favorável ao fim da tributação de IR pelo Lucro Presumido e à vinculação nos Acordos Coletivos com os trabalhadores da liberdade de estes auditarem os balanços das empresas para validarem o cálculo da Participação nos Lucros dos funcionários. O governo federal teria auditoria nas empresas feita pelos trabalhadores, com vantagem para os empresários honestos que não têm nada a esconder”, declara Markenson Marques, que, em 2014, foi escolhido para representar no Brasil a campanha Corajosamente Éticos.

Disseminando ética
Incomodado com a magnitude destas práticas no Brasil e pela deslealdade na concorrência entre empresas do mesmo setor, Markenson Marques aceitou o convite e hoje realiza, junto com outros empresários, atividades da campanha Corajosamente Éticos. Ela foi criada na África do Sul (onde se chama “Unashamedly Ethical”), pelo executivo Graham Power, empresário que entendia que a maré de corrupção e comportamento antiético nas instituições e sociedades só poderia ser desfeita com uma oposição ativa e uma mobilização de apoio público à ética, aos valores e a uma vida honrada.

Com o objetivo de espalhar essa filosofia por todos os países do mundo, Corajosamente Éticos busca desenvolver lideranças responsáveis e combater práticas desprovidas de ética nos ambientes corporativos e instituições. O movimento incentiva a fazer o que é certo e não deixar a atitude correta para depois e para o próximo, disseminando uma cultura de boa conduta profissional entre o maior número de pessoas possível, cada um atuando dentro do seu setor.

Fonte: Transporte em Foco