Quais as causas do erro no cálculo do frete?

A principal preocupação de qualquer empresário é saber se o seu negócio está sendo lucrativo. Cada transportadora procura o melhor método para chegar a um valor justo de frete. Por isso, se tratando de transporte rodoviário de cargas, o cuidado com o cálculo do frete é de extrema importância, pois é ele que estipulará o valor do seu serviço para o embarcador.

É necessário avaliar criteriosa e permanentemente de cada item, caso contrário as chances de você ter dor de cabeça com possíveis erros na emissão dos documentos, prejuízos financeiros e até mesmo perda na confiança dos seus clientes. Por isso, listamos a seguir os principais itens causam erros no cálculo do seu frete:

Frete Peso: Não avaliar o peso bruto ou o peso cubado das cargas. Esses itens definem o valor a ser pago pelo transporte de acordo com a sua modalidade. O frete deve cobrado de acordo com o peso da mercadoria ou o espaço que ela ocupa, preferencialmente o que for maior.

Negociar ou deixar de cobrar

Pedágio: Taxa cobrada dependendo do percurso a ser percorrido para a entrega. O valor do custo do pedágio é definido pelo rateio, no caso de transporte de cargas fracionadas.

GRIS – Taxa de gerenciamento de risco: GRIS deve cobrada a partir de uma porcentagem do valor da nota fiscal, tem o objetivo de cobrir os custos do frete decorrentes das medidas de combate ao roubo de carga e prevenção do risco.

Ad valorem: usada por transportadoras para agregar seguro na mercadoria que não está assegurada quando não está em tráfego. O Ad Valorem é calculado em cima do valor da carga.

Taxa de Restrição ao Trânsito – TRT: tem o objetivo de cobrar custos adicionais sempre que a coleta ou a entrega forem realizadas em cidades que tenham alguma restrição à circulação de veículos de transporte de carga ou à própria atividade de carga e descarga.

ICMS: imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação.

Taxa de Despacho: taxa fixa que envolve os custos operacionais e administrativos da operação de despacho, coleta e entrega.

Todos esses itens são negociados cliente a cliente, em função das características e demandas de cada mercado ou ainda cliente. A maioria das transportadoras tem essa “dura negociação” com seus clientes/embarcadores, e não podem, ou não deveriam cair no principal motivo para erros. O Cálculo Manual.

Permitir que um cálculo tão detalhado e delicado seja realizado manualmente é o erro mais comum que as empresas cometem. Isso porque a empresa vira refém da memória dos emissores, e passam a correr altos riscos de erros, já que não terão nenhum sistema para alertá-lo para o fato de ter deixado de incluir uma determinada taxa e, caso isso aconteça, é muito difícil perceber a tempo de corrigir. Pense bem, quando um CTE é emitido incorretamente, o prazo para correção é muito curto e depois disso ele não poderá mais ser alterado, ou seja, pagará todos os impostos de um, bem como criará dificuldades administrativas para você e para seu cliente.

Agora que você já sabe os principais riscos de um cálculo errado do seu frete, saiba que é imprescindível para eliminação desses erros potenciais que o sistema da empresa seja flexível o suficiente para eliminar qualquer necessidade de emissão e/ou cálculo manual do frete.

Fonte: wwwtransporteemfoco.com.br

Manutenção preventiva é essencial para viagem tranquila

A manutenção preventiva do caminhão é essencial para que o veículo apresente um bom desempenho. Negligenciar esse cuidado pode comprometer a segurança do motorista e da carga. Além disso,  a manutenção corretiva (após a quebra ou defeito) costuma ser mais cara, pois uma peça defeituosa pode comprometer e danificar as outras.

O motorista precisa estar atento, observando todos os itens de desgaste mecânico no veículo, como a lubrificação, sistema de correias, freios e suspensão. De acordo com o coordenador de Oficina da Transpanorama, Danny Póvoa, é possível se precaver em algumas situações. “As baterias dos caminhões duram em média um ano, mas é preciso tomar alguns cuidados para não deixá-las descarregar: verificar o nível de água e completar quando estiver baixo, manter as baterias limpas, não deixar ligado acessórios diretamente na bateria e invertê-las a cada sessenta dias.”

Quando o assunto é freio, “é necessária uma manutenção preventiva de regulagem periódica, apertando com uma chave L14 até encostar a lona na campana no sentido horário, soltando em ‘15 minutos’”.

O motorista precisa estar preparado durante a viagem: levar lâmpadas reservas, manter o caderno de troca de óleo sempre atualizado, ter uma caixa de ferramentas básicas e manter uma pequena quantia de conexão, travas quebra-dedo, correntes, travas correntes, borrachinhas e ganchos. Segundo Póvoa, esses são cuidados que fazem a diferença e permitem a economia de tempo e dinheiro, mantendo a viagem tranquila e o caminhão bem cuidado.

Fonte: www.transporteemfoco.com.br

Novas regras para transporte de produtos perigosos entram em vigor em julho

Em julho começam a valer as novas regras para o transporte de produtos perigosos. As normas estão previstas na resolução 5.232/2016 da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

Segundo o coordenador substituto de Fiscalização Especial da agência, Andrei Rodrigues, entre as mudanças que se destacam em relação à resolução anterior (420/2004) estão a inclusão de elementos considerados perigosos. “A indústria química criou novos produtos que não constam na resolução mais antiga”, explica Andrei. Ele destaca que o novo texto está de acordo com o Orange Book, que trata das principais recomendações da ONU (Organização das Nações Unidas) para esse tipo de transporte. Andrei ressalta, também, novas exigências sobre embalagens e alterações em nomenclaturas.

É considerado produto perigoso todo aquele que representa risco à saúde das pessoas, ao meio ambiente ou à segurança pública, seja ele encontrado na natureza ou produzido por qualquer processo. Por isso o deslocamento desse tipo de carga deve atender a regras específicas, fixadas pela ANTT, que se referem a adequação, marcação e rotulagem de embalagens, sinalização das unidades de transporte e documentação.

Principais cuidados
Ao realizar esse tipo de transporte, os condutores devem estar atentos a alguns aspectos, como: condições de pneus, freios e iluminação; existência de vazamento; como a carga está posicionada; e se não está transportando produtos perigosos juntamente com outros para consumo humano ou animal, ou que sejam incompatíveis, com risco de gerar reação química.

Os veículos também precisam estar adequadamente sinalizados. “Em caso de acidente, cada tipo de produto exige um cuidado diferenciado. A sinalização adequada ajuda na remoção imediata de alguma vítima”, esclarece Andrei.

Além da resolução 5.232/2016 (que substitui a 420/2004), o transporte de produtos perigosos também está regulamentado pela 3.665/2011, também da ANTT. O descumprimento das exigências acarreta multas, que variam de R$ 400 a R$ 1.000, mas que podem ser cumulativas, de acordo com a infração identificada.

Capacitação
Motoristas que conduzem caminhões utilizados no transporte de cargas perigosas necessitam de uma capacitação específica. O SEST SENAT é uma instituição autorizada para a formação desses transportadores. São oferecidos os cursos Especializado para Condutores de Veículos de Transportes Perigosos, com carga horária de 50 horas, e Atualização para Condutores de Veículos de Transportes Perigosos, de 16 horas.

Fonte: www.transporteemfoco.com.br

Transporte brasileiro sofre com concorrência desleal e sonegação fiscal

O transporte rodoviário, o verdadeiro motor do Brasil, é um dos segmentos mais afetados pela corrupção nos setores privados. E a sonegação fiscal, bem como a pouca assertividade nas formas de cobrança e fiscalização sobre os impostos, são os principais fatores que contribuem para esta realidade.

Atualmente, existem no país cerca de 160 mil Empresas de Transporte de Cargas (ETC) que, juntas, somam uma frota de 1,6 milhão de caminhões, de acordo com dados da Associação Nacional de Transporte de Cargas. Assim, com uma média baixíssima de 10 caminhões por empresa, não acontece no país um giro de lucro, impedido pela falta de escala. Especialmente porque grande parte dessas empresas encontra uma forma de maquiar seus rendimentos e pagar uma porcentagem irrisória dos impostos devidos.

“A fórmula ideal para o transporte brasileiro seria reduzir as empresas de transporte para um número de cerca de 30 mil, apenas. Assim, a taxa de veículos por empresas seria de cerca de 53, o que gera uma escala que facilita o controle dos fretes e dos pagamentos de tributos sobre eles”, explica o empresário Markenson Marques, presidente da Cargolift. “Em um momento delicado em que o governo precisa arrecadar recursos para fazer a roda girar, os governantes deveriam pensar em soluções que façam com que os impostos devidos sejam pagos, ao invés de aumentar as taxas de quem já declara e paga seus impostos com honestidade”, opina.

Segundo ele, o sistema que atualmente é utilizado pela Associação Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para uma espécie de acompanhamento sobre os fretes realizados pelas empresas é o Controle de Informação das Operações de Transporte (Ciot). No entanto, muitas empresas não registram a totalidade dos fretes realizados – a ocultação de rendimentos nesse sentido pode chegar a 70% – o que impede um acompanhamento adequado e fiel por parte da ANTT. “Nós não podemos deixar que um setor que faz a economia do país girar seja sustentado por empresas que são desleais com seus concorrentes e com seus próprios funcionários. A Cargolift tomou a decisão de processar judicialmente concorrentes desleais que praticam sonegação de impostos. Somos nós empresários que temos que mudar o Brasil”, contesta o presidente da Cargolift.

Governo, clientes e sindicatos incentivam a corrupção
Tão grave quanto os atos de irresponsabilidade fiscal, é contribuir ou incentivar práticas como estas. E tal incentivo pode vir tanto das instâncias governamentais, quanto das privadas. Indústrias, que recebem inclusive incentivo fiscal do governo para instalarem-se no Brasil, contratam transportadoras que não cumprem as exigências legais, sonegam impostos, fogem das obrigações juntos aos trabalhadores, que muitas vezes só descobrem que não têm FGTS a receber, por exemplo, quando são demitidos após trabalharem por longos anos – porque o empresário não depositou mensalmente.

“Em um segmento grande como o do transporte, com cerca de 160 mil empresas em todo o Brasil, temos oito em cada dez delas praticando algum tipo de sonegação de imposto. Isso é um absurdo. Espera-se do governo maior fiscalização para administrar uma área que é tão significativa, já que representa 6% do PIB nacional”, critica o empresário.

Sindicatos de trabalhadores que incluem em acordos coletivos um valor fixo de PLR a pagar por funcionários também são coniventes com a corrupção. “Para diminuir o PLR, empresários ocultam dados dos balanços de lucro das empresas, fazendo o famoso caixa 2, visando reduzir os gastos com a participação nos lucros. Ao incentivar e obrigar o empresário a fixar um valor nessa participação, os sindicatos de certa forma incentivam o empresário a esconder as informações”, opina.

Além disso, ele também aponta o papel dos governantes. “O próprio governo federal estimula a sonegação quando permite que uma empresa de transporte pague Imposto de Renda pelo Lucro Real e outra pelo Presumido. Quem opta pelo Lucro Presumido não exige nota fiscal de seus fornecedores, para pagar menos se utilizando do caixa dois. Sou favorável ao fim da tributação de IR pelo Lucro Presumido e à vinculação nos Acordos Coletivos com os trabalhadores da liberdade de estes auditarem os balanços das empresas para validarem o cálculo da Participação nos Lucros dos funcionários. O governo federal teria auditoria nas empresas feita pelos trabalhadores, com vantagem para os empresários honestos que não têm nada a esconder”, declara Markenson Marques, que, em 2014, foi escolhido para representar no Brasil a campanha Corajosamente Éticos.

Disseminando ética
Incomodado com a magnitude destas práticas no Brasil e pela deslealdade na concorrência entre empresas do mesmo setor, Markenson Marques aceitou o convite e hoje realiza, junto com outros empresários, atividades da campanha Corajosamente Éticos. Ela foi criada na África do Sul (onde se chama “Unashamedly Ethical”), pelo executivo Graham Power, empresário que entendia que a maré de corrupção e comportamento antiético nas instituições e sociedades só poderia ser desfeita com uma oposição ativa e uma mobilização de apoio público à ética, aos valores e a uma vida honrada.

Com o objetivo de espalhar essa filosofia por todos os países do mundo, Corajosamente Éticos busca desenvolver lideranças responsáveis e combater práticas desprovidas de ética nos ambientes corporativos e instituições. O movimento incentiva a fazer o que é certo e não deixar a atitude correta para depois e para o próximo, disseminando uma cultura de boa conduta profissional entre o maior número de pessoas possível, cada um atuando dentro do seu setor.

Fonte: Transporte em Foco

“Sem Imposto” Etanol será vendido por menos de R$ 2,00 em Rondonópolis

O Dia Livre de Impostos (DLI), que acontece em nível nacional com ações em empresas de várias cidades para a venda de produtos sem tributação, acontecerá pela primeira vez em Rondonópolis. O evento é uma realização da CDL Jovem da cidade e do Posto Campeão.

No dia 1º de junho, o Posto Campeão estará vendendo 10 mil litros de etanol livre de carga tributária de 32%. O preço normal do posto é de R$ 2,89 e o litro será vendido, somente nesta data e enquanto durar o estoque, a R$ 1,97.

O abastecimento será limitado, sendo 20 litros de etanol por cada carro ou cinco litros para as motos. O posto destinará uma bomba para o abastecimento pela campanha do DLI e quem abastecer ganhará um adesivo do protesto da campanha contra a alta carga tributária cobrada dos brasileiros. O abastecimento no Posto Campeão começará às 6 horas até quando forem esgotados os 10 mil litros.

A presidente da CDL Jovem Thaís Fagotti ressalta que a proposta é alertar a população para a alta carga tributária e para a precariedade dos serviços que são ofertados pelo poder público. “Quem participar do evento estará ajudando a protestar contra a alta carga de tributos. Além disso estaremos disponibilizando a carga tributária de outros produtos no facebook da CDL Jovem de Rondonópolis. Para participar, é só curtir a página e nos ajudar a reproduzir o conteúdo”, destacou.

O evento acontece em nível nacional com CDLs Jovens à frente das ações, os jovens que participam da instituição em Rondonópolis já começaram a planejar esta e outras ações para se engajarem nesta e em outros eventos nacionais e municipais. “Quem for abastecer no Posto Campeão no dia, terá outras surpresas para valorizar mais o seu dinheiro”, concluiu Thaís.

Fonte: Transporte em Foco

Aumento dos preços dos pedágios

Preços dos pedágios da BR-101 sobem nesta quinta-feira

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou o reajuste das tarifas de pedágio da Rodovia BR-101, nos trechos capixabas de Guarapari, Itapemerim, Serra, Pedro Canário, São Mateus, Aracruz e Mimoso do Sul. Os valores serão válidos a partir desta quinta-feira (18), conforme portaria publicada hoje (16) no Diário Oficial da União.

Em Guarapari (ES), a  tarifa para automóveis, caminhonetes e furgões passou  de R$ 4,50 para R$ 5,20 e em Itapemirim (ES), de R$ 3,80 para R$ 4,40. Nas mesmas localidades,  as classes de caminhões e ônibus pagarão R$ 10,40 e R$ 8,80, respectivamente.

Administrada pela Eco101 – concessionária do Grupo EcoRodovias –  a estrada liga o Rio de Janeiro à Bahia. A rodovia conduz às principais praias do Espírito Santo,  e aos cinco importantes portos do país: de Vitória, Tubarão, do Açu, de Ilhéus e da Barra do Riacho.

Fonte: transporteemfoco.com.br

RNTRC: Vinculação da placa ao adesivo QR Code

RNTRC: Você tem até 31 de maio para regularizar vinculação da placa ao adesivo (QR Code)

A ANTT – AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES TERRESTRES, comunicou que:

A regularização de veículos suspensos, devido ao processo de recadastramento que não foi completado por falta de vinculação do código do adesivo à placa do veículo, poderá ser feita a qualquer momento, sem custos para o transportador, dentro do prazo final definido no cronograma de recadastramento, que é o dia 31 de maio de 2017.

Os transportadores que não completarem o processo de identificação visual por falta de associação do código do adesivo (QR-Code) à placa até 31 de maio de 2017, terão os veículos excluídos do registro de sua frota e deverão reiniciar todo o processo de recadastramento dos mesmos arcando novamente, inclusive, com os custos das taxas para nova inclusão de cada placa de veículo no registro de sua frota junta à ANTT.

Clique aqui e veja como vincular os adesivos aos seus veículos pelo aplicativo.

Fonte: www.transporteemfoco.com.br

Caminhões são depredados em Santos

Quem estava a caminho do litoral de São Paulo nesta sexta-feira encontrou diversas barreiras criadas pelos participantes da greve geral que atingiu todo o Brasil. No porto de Santos, caminhões foram depredados e teve muita soja que foi parar no chão. De acordo com os sindicatos, a orientação era apenas de paralisação, mas não descartam mais dias de greve.

Antes das 8h, o trânsito de caminhões para carregar e descarregar no porto já estava completamente parado. Os grevistas cortaram as mangueiras de ar dos caminhões que integram os sistemas de freios, prejudicando a locomoção dos veículos.

“Chegaram 30 pessoas, pararam ali na frente e cortaram a mangueira. Soltaram a trava de carreta e foram embora”, disse o caminhoneiro Luiz Carlos Reis.

As polícias rodoviária e militar foram acionadas e abordaram suspeitos. Além disso, equipes da concessionária Ecovias foram chamadas para prestar auxilio aos caminhoneiros no conserto dos veículos.

O caminhoneiro Vitor Sérgio de Lima, queria o caminhão com farelo de trigo para levar até Descalvado, no interior paulista. A carga teria que ser entregue no fim de semana, mas com a greve acabou perdendo o prazo e só vai conseguir reagendar para semana que vem. “Agora não dá mais e vou perder uns três dias”, disse.

Alguns caminhões ainda foram apedrejados pelos manifestantes, provocando mais prejuízos. “Foi um susto muito grande, pois queriam colocar fogo no caminhão”, lamentou.

Segundo informações passadas na rodovia, mais de 100 veículos formaram uma fila de cerca de dois quilômetros. Na avenida portuária, grevistas colocaram fogo em pneus e despejaram pilhas de soja de quase 20 veículos que estavam prestes a entrar no porto.

Cerca de cinco toneladas foram descarregadas de cada caminhão e motoristas disseram que não tiveram nem tempo de reagir. “Acabou sobrando pra nós. Você dá uma olhada nesse prejuízo, queira ou não queira, sobra alguma coisa pra gente, pois teremos que fazer boletim de ocorrência e correr atrás do prejuízo”, falou o caminhoneiro José Nascimento Dias, que calculou um prejuízo de R$ 7 mil.

A soja só começou a ser retirada da pista depois que retroescavadeiras chegaram ao local. Segundo o presidente da Companhia de Docas do Estado de São Paulo (Codesp), José Alex Botelho, os responsáveis pelos atos criminosos serão identificados.

“Nós tomamos todas as providências, a guarda portuária foi acionada e as medidas legais foram tomadas. Isso é um ato de vandalismo que não corresponde à democracia do país e nós não precisamos desse tipo de violência. A manifestação tem que ser espontânea e livre, mas tem que se respeitar o direito de ir e vir de cada um e respeitar o patrimônio alheio”, falou.

Mas, apesar dos transtornos, Botelho afirma que o porto operou normalmente com a carga que já havia sido descarregada. “O porto está operando normalmente. Os caminhoneiros que tiveram esse transtorno são orientados a retornar. Um cronograma de chegada foi retomado, então a perda foi momentânea, o que não impacta no nosso dia a dia. Vamos ter uma pequena perda que não é representativa”, disse.

De acordo com Everandy dos Santos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Administrativos em Capatazia, nos Terminais Privativos e Retroportuários e na Administração em Geral dos Serviços Portuários do Estado de São Paulo (Sindaport), a orientação antes da greve era para que não houvesse vandalismo. “A orientação de paralisação era para preservar os direitos, evitando o choque. Por exemplo, no porto em si, não houve nenhum incidente. Os incidentes que ocorreram foram fora do porto e tivemos uma paralisação quase total.”

Apesar dos incidentes, os trabalhadores não descartam novas greves. “A gente vai continuar nossos protestos. Hoje foi só o começo e, se o governo continuar sendo intransigente, nós vamos parar todos os portos  e país também”, disse Miro Machado, presidente do Sindicato dos Operários e Trabalhadores Portuários (Sintraport).

Fonte: www.transporteemfoco.com.br

Alta dos combustíveis pode aumentar o custo do frete

A partir do reajuste de preço dos combustíveis praticado pela Petrobras desde a última quinta- feira, 20/04, o Departamento de Custos Operacionais, Estudos Técnicos e Econômicos da NTC&Logística – DECOPE – realizou um estudo para prever o impacto direto no custo operacional dos caminhões.

A análise levou em conta o provável reajuste integralmente repassado de 2,9% na bomba, isto é, cerca de R$ 0,09 por litro, segundo Neuto Gonçalves dos Reis, diretor técnico da NTC&Logística. O cálculo considerou o consumo de combustível de um caminhão trator 4×2 tracionando carreta furgão de três eixos, com capacidade para 26,2 toneladas de carga.

“A previsão é que o custo tenha um aumento médio de 0,64% (distâncias de 800 km), mas o número pode variar para mais ou para menos, de acordo com a distância percorrida pelo veículo”, explica Neuto. Para quilometragens longas (2,4 mil km), o acréscimo pode chegar a 0,83%.

Ainda de acordo com o estudo, o custo do caminhão pesado poderá sofrer um impacto de 0,11% quando o trajeto for de 50 km, 0,49% em um percurso médio de 400 km e 0,92% quando o deslocamento for muito longo. Deve-se levar em consideração que estes valores foram baseados em carga lotação e, dependendo da operação, a representatividade do combustível varia de 15% a 40%.

Em operações urbanas ou rotas curtas, o combustível pode representar entre 15 e 20% do custo. Já em uma operação rodoviária, por exemplo, do agronegócio, onde são utilizados veículos pesados que percorrem grandes distâncias, o peso do combustível pode subir para 40% ou mais.

Fonte: http://transporteemfoco.com.br

Importações de soja pela China crescem 23% em fevereiro

Importações de soja caíram cerca de 28 por cento ante as 7,66 milhões de toneladas importadas em janeiro

As importações de soja pela China, maior compradora mundial da oleaginosa, cresceram 23 por cento em fevereiro ante o mesmo período do ano anterior, para seu maior nível para o mês desde pelo menos 2010, a 5,54 milhões de toneladas, mostraram dados alfandegários nesta quarta-feira. As importações caíram cerca de 28 por cento ante as 7,66 milhões de toneladas importadas em janeiro, segundo os números da Administração Geral de Alfândega da China.

“A demanda de esmagamento ainda está razoavelmente forte e a capacidade de esmagamento têm continuado a crescer, o que é uma continuação da tendência de janeiro”, disse Monica Tu, analista da Shanghai JC Intelligence Co. “Mas os números ainda estão abaixo do que o mercado esperava. Provavelmente porque alguns carregamentos tiveram atrasos ao passar pela alfândega”, acrescentou ela.

As importações de soja da China em janeiro e fevereiro neste ano totalizaram 13,19 milhões de toneladas, 30 por cento acima das 10,17 milhões de toneladas importadas no mesmo período de 2016. Esse foi o maior volume desde pelo menos 2010. As importações de óleos vegetais em fevereiro caíram pouco mais de um quarto ante o mês anterior para 410 mil toneladas, mostraram os dados.

Fonte: Agrolink